“Para os seus verdadeiros torcedores, o que vale é o caráter superior que inspirou a sua fundação e que está presente na alma de cada banguense.”

domingo, 3 de dezembro de 2017

Outra grande vitória do Bangu, em jogo tranqüilo, fortalecia os seus últimos passos rumo ao Título de 1966

Aconteceu há 51 anos: Bangu 3 x 0 Vasco; a consolidação da maturidade alvirrubra e os passos finais da vitoriosa caminhada alvirrubra.

Se no jogo contra o América, que venceu por 3 X 2 sob uma forte tensão diante dos acontecimentos da partida, o Bangu demonstrou estar maduro, no jogo desse sábado, 3 de dezembro de 1966, contra o Vasco da Gama, consolidou essa maturidade.

Há um pequeno detalhe muito pouco discutido na mídia da época, mas que foi determinante para que os banguenses não fosse esmagado pela imprensa após a tumultuada partida contra o América no dia 26 de novembro de 1966. O jogo foi num sábado. 

Naquela época o alvirrubro enfrentava o América e os quatro grandes cariocas, no Maracanã. Porém, com raras exceções, sempre aos sábados e o acidentado jogo contra a equipe da Rua Campos Sales havia sido no último sábado, 26 de novembro. Como no domingo, 27, seria disputado um Fla x Flu, onde o rubro negro poderia confirmar sua liderança, o Bangu foi esquecido pela imprensa. Com a equipe de folga nesse dia, a reapresentação, para a revisão médica, na segunda feira foi tranquila, pois a poeira do jogo de sábado já havia de diluído no espaço e Alfredo Gonzales teve quatro dias sem perturbações para preparar a equipe para o jogo contra o Vasco da Gama.

Os vascaínos não faziam uma boa campanha; só somavam quinze pontos em dezesseis jogos. O ótimo elenco, tendo a frente Brito e Fontana, contava com Danilo Menezes, Bianchini, Ananias, Lorico, Oldair, Alcir Portela, Maranhão, Joel, Célio e Nado, entre outros, mas não conseguiam bons resultados nas mãos de Zezé Moreira, que acabava de deixar o comando da equipe, sendo substituído interinamente por Eli do Amparo.

Entre os banguenses havia uma dualidade de sentimentos. Na mesma intensidade com que se reconhecia que o time alvirrubro àquela altura do campeonato era superior ao cruzmaltino, também se temia pelo complexo de “time pequeno”, que poderia impedir a vitória no “clássico” desse sábado, 3 de dezembro de 1966.
Matéria de um Matutino carioca, em 04/12/1966
Felizmente prevaleceu a ordem natural das coisas e o Bangu, num jogo onde poderia ter feito até cinco ou seis gols, venceu com supremacia e tranqüilidade por 3 x 0, gols de Aladim (1º), Cabralzinho e Jaime (2º). A Equipe agora somava vinte e oito pontos e assumia a liderança do campeonato, pelo menos até o dia seguinte, domingo, quando o Flamengo (com vinte e seis pontos) enfrentaria o Botafogo).
Matéria de Joaquim Balbino pra o Jornal Última Hora - Edição Matutina de 05/12/1966 (Caderno de Esportes)
O Bangu venceu com Ubirajara, Cabrita, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Cabralzinho, Ladeira e Aladim. o Técnico era o argentino Alfredo González.

Estava dado o terceiro grande passo rumo ao título.
Ilustração do Jornal Última Hora - Edição Matutina de 05/12/1966 (Caderno de Esportes)

Fontes: Bangu.NET (o mais completo portal sobre o Bangu Atlético Clube) / Arquivo público do estado de São Paulo / Meus registros pessoais.

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