“Para os seus verdadeiros torcedores, o que vale é o caráter superior que inspirou a sua fundação e que está presente na alma de cada banguense.”

domingo, 26 de novembro de 2017

Uma vitória maiúscula do Bangu, em jogo tumultuado, determinou os seus últimos passos rumo ao Título de 1966

Aconteceu há 51 anos: Bangu 3 x 2 América; Os passos finais da vitoriosa caminhada alvirrubra.

O dia 26 de novembro de 1966 poderia ter entrado para a história do Bangu como o Dia da Tragédia Alvirrubra. A equipe banguense, dando continuidade à sua performance do primeiro turno, fazia uma excelente campanha no segundo, arrasando seus adversários nas três primeiras rodadas; já havia vencido o Bonsucesso por 4 x 0, o Olaria por 3 x 1 e o Botafogo por 3 x 0.

O adversário do alvirrubro pela 4ª rodada era o América, que apesar de ter um bom time e ter feito uma boa campanha no primeiro turno, não repetia suas boas atuações no segundo turno. Alfredo González sabia que era um jogo problemático, pois bastava um tropeço nessa partida para que tudo viesse a desmoronar em Moça Bonita.

Mário Tito não podia jogar e Gonzáles jogou uma cartada de risco calculado; deslocou o "baixinho" Fidélis para a zaga central e escalou o jovem Cabrita (então com 20 anos) na lateral direita, ficando assim fragilizado nas bolas alçadas sobre a sua área (Ubirajara também era um goleiro "baixo"), mas fortalecendo tecnicamente o lado direito da sua zaga, que com dois jogadores altamente técnicos (Fidélis e Cabrita), poderia estruturar fulminantes contra ataques por aquele lado do campo.

O Jogo começou tenso; os rubros não queriam perder o clássico bisavô. A partida foi disputada em um clima de tensão que afetava as duas equipes e também seus torcedores. No primeiro tempo o meio campista Ica marcou para o América, mas o Bangu, bem estruturado em campo, reagiu e virou o placar, com dois fulminantes gols de Paulo Borges.
Matéria de Alvaro Queiroz  no jornal Última Hora - Edição Matutina de 28/11/1966 - Caderno de Esportes.
No segundo tempo, o árbitro assinalou um pênalti duvidoso contra o alvirrubro, cometido pelo lateral direito Cabrita. O Diretor de Futebol do Bangu, Castor de Andrade, inconformado com a marcação da penalidade, invadiu o gramado, empunhando uma arma, mas foi contido, sem maior resistência, pelo pessoal que estava dentro do campo. Cobrado o pênalti, Eduardo empatou para os rubros.

O jogo encaminhava para o seu final, quando no último minuto da partida o árbitro, Sr. Idovan Silva assinalou uma penalidade máxima, também duvidosa, contra o América. Apesar das reclamações dos jogadores americanos, a penalidade foi cobrada por Cabralzinho, que assinalou o gol da vitória banguense por 3 x 2, sua quarta vitória consecutiva nesse turno final.

O América reclamou muito, a "imprensa rubronegra" se arvorou em afirmar que havia um complô para tirar o título do Flamengo. Mas no domingo havia o clássico Fla x FLU e a imprensa deixou o Bangu de lado e foi dar atenção ao clássico.

O Bangu venceu com Ubirajara, Cabrita, Fidélis, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Cabralzinho, Ladeira e Aladim. o Técnico era o argentino Alfredo González.

Estava dado mais um grande passo rumo ao título.
Coluna Hora H (Flash UH) do jornal Última Hora - Edição Matutina de 28/11/1966 - Caderno de Esportes.
Texto Próprio - Direito Reservados
Fontes: Bangu.NET (o mais completo portal sobre o Bangu Atlético Clube) / Arquivo público do Estado de São Paulo / Meus registros pessoais.

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