“Para os seus verdadeiros torcedores, o que vale é o caráter superior que inspirou a sua fundação e que está presente na alma de cada banguense.”

terça-feira, 31 de maio de 2016

Há exatos 75 anos, mais uma vez os irmãos da Guia atuavam juntos pelo Bangu A. C.

No domingo, 31 de maio de 1931, o Bangu enfrentou o São Cristóvão, pela sexta rodada do Campeonato Carioca daquele ano, no Estádio da Rua Figueira de Melo.

O Alvirrubro era a sensação do Campeonato pois vinha invicto, com cinco vitórias nas cinco primeiras rodadas da competição. Os resultados desses jogos foram os seguintes:


Nessas partidas o Bangu marcou quinze gols e sofreu oito. Os artilheiros do time até então eram:


Diante dessa campanha, o time proletário era o grande favorito para o jogo na Rua Figueira de Melo. Uma outra atração era presença em campo dos três irmãos da Guia - Domingos Antonio da Guia, Ladislau Antonio da Guia e Mamede Antonio da Guia (Médio). Mas o São Cristóvão resolveu não se entregar facilmente e valorizou sobremodo a vitória banguense por 1 x 0. Ainda no primeiro tempo Médio marcou para o Bangu e garantiu a vitória alvirrubra. Com esse gol Médio da Guia assumiu a artilharia do time na competição, com 5 gols e seis partidas. 

Ficha do Jogo:
Domingo - 31 de abril de 1931;
Local: Estádio da Rua Figueira de Melo;
São Cristóvão 0 x 1 Bangu;
Time do Bangu: Zezé, Domingos da Guia, Sá Pinto e Zé Maria, Santana, Eduardo e Buza; Ladislau, Médio, Dininho e Jaguarão;
Árbitro: Virgílio Fredrighi.


Time base do Bangu A. C. em 1931

Nota 1
Infelizmente nas duas partidas seguintes o Bangu sofreu duas derrotas consecutivas: 
- Vasco 1 x 0 Bangu (Estádio de São Januário);
- Sport Club Brasil 4 x 3 Bangu (Estádio da Praia Vermelha). 
Na sequência do Campeonato o Bangu não conseguiu manter as mesma performance da seis primeiras partidas e se desestabilizou no certame, perdendo mais quatro jogos e empatando dois e terminando a competição em 3º lugar, com 26 pontos ganhos (12 vitórias, 2 empates e 6 derrotas), atrás do América, o Campeão (30 pontos) e Vasco da Gama, Vice Campeão (29 pontos). Mas estava plantada a semente para o título que viria em 1933.

Nota 2
O atacante banguense Ladislau Antonio da Guia (Ladislau - o "Tijoleiro") terminou a competição como vice artilheiro (14 gols), atrás de Russinho, do Vasco da Gama (17 gols).

Nota 3:
No jogo do dia 19 de maio, quando o Bangu goleou o São Cristóvão por 5 x 3, o famoso Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", que marcou um dos gols da equipe da Zona da Leopoldina.

Fonte: Bangu.NET

sábado, 28 de maio de 2016

O centenário da primeira vitória do Bangu sobre o Flamengo

Há exatos 100 anos, no dia 28 de maio de 1916, o Bangu Atlético Clube vencia pela primeira vez o Clube de Regatas do Flamengo. Era a quinto jogo entre os tradicionais adversários e o Flamengo havia vencido os quatro primeiros (em 1912, 1913 e 1915) e sempre com placares amplos. Porém naquele domingo de outono a história do futebol carioca passou a ter um novo registro: Os alvirrubros venceram os Rubronegros por 4 x 2, no Campo da Rua Ferrer.

Era o início do Campeonato Carioca de 1916 e o Flamengo liderava a competição, pois havia jogado uma partida antecipada, contra o América. Porém o Bangu contava com o “fator campo” e com o apoio da sua torcida banguense, que “enchia as arquibancadas“, conforme destacou o jornal O Imparcial.


Logo no início do jogo o atacante banguense Benedicto Dantas marcava para o Bangu. Ainda no primeiro tempo o inglês Archibald French ampliava o placar para 2 x 0. Também no primeiro tempo aconteciam dois pênaltis, um contra o Bangu e outro contra o Flamengo, ambos desperdiçados por seus cobradores.

O segundo tempo começava com o Bangu ainda dominando o adversário e novamente French marcava para o alvirrubro; 3 x 0. Aos vinte minutos o escocês Patrick Donohoe, filho do fundador do Bangu Atlético Clube  e “Pai do Futebol Brasileiro” consignava o quarto gol banguense.

Com a goleada se consumando, houve um certo abrandamento no ímpeto dos atacantes banguenses. Aproveitando-se disso, o Flamengo pressionou e conseguiu marcar por duas vezes (Arnaldo e Gumercindo), dando números finais à partida; Bangu 4 x 2 Flamengo. A torcida alvirrubra, enfim, comemorava uma vitória sobre os rubronegros, e por goleada.


O Bangu formou nessa grande vitória com: Américo Pastor, Edgar Calvert e Emílio Framback; James Sterling, Roldão Maia e Luiz Antônio da Guia; Leão (Augusto Alves), Archibald French, Patrick Donohoe, Benedicto Dantas e Antenor Vicente Corrêa.

O árbitro da partida foi o Sr. José Pinkenz.


Ainda nesse ano, no domingo, 5/11/1916, o Bangu voltaria a vencer o Flamengo pelo Campeonato Carioca, no Campo da Rua Paysandu. O Gol banguense foi marcado por Patrick Donohoe, na cobrança de um pênalti.


Como registro sobre os jogadores do Bangu que atuaram nessa partida, destaco uma observação relativa ao goleiro Américo Pastor. Recentemente passou pelo Bangu o goleiro André Regly, do qual alguns torcedores tinham restrições, principalmente por sua altura (1,81). Observem na foto da equipe a estatura do goleiro Américo Pastor; provavelmente era mais baixo que o André.


Mas Pastor, tinha consciência dessa sua incompatibilidade para exercer a função de goleiro. Mesmo fazendo uma brilhante campanha em 1916, quando o Bangu foi o Vice Campeão Carioca, aproveitando um episódio que culminou com a sua suspensão por 1 ano (pelo próprio Clube), ao retornar a jogar resolver ser atacante e não mais goleiro; treinou na nova posição e reestreou no time principal, em 1918, agora como atacante.

Pastor começou a marcar gols pelo Bangu, foram 67 em 141 jogos como atacante (média de quase 1 a cada 2 jogos). No Dia 24 de maio de 1919, na primeira partida internacional do Bangu, justamente contra a Seleção Argentina, foi justamente Américo Pastor que marcou o gol banguense, no empate de 1 x 1. Devido às boas atuações pelo Bangu e aos gols que marcava, foi convocado para Seleção Brasileira que disputaria o Campeonato Sul Americano de 1921. Pastor foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1922, fazendo 9 gols em em 12 jogos (média de 3 gols a cada 4 jogos).

Américo Pastor era irmão (caçula) de Guilheme Pastor, que foi Primeiro Secretário do Bangu A. C. de 1911 a 1952, Américo também participou de equipes do Bangu que disputou campeonatos de tênis na década de vinte. Jogou no Bangu até 1927 e posteriormente teve passagens pelo Flamengo e pelo América.

Após ter abandonado os gramados como jogador de futebol, passou a se dedicar à arbitragem, tendo atuado como árbitro de futebol em Minas Gerais, na década de trinta.

Tanto como jogador de futebol e como jogador de tênis quanto como árbitro de futebol, Américo Pastor sempre atuou como amador. Seu sustento provinha do seu trabalho na Companhia Anglo-Sul Americana, no Rio de Janeiro, e posteriormente na Companhia Itatiaia Importadora e Imobiliária, em Belo Horizonte.

Fonte: Bangu.NET 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A poesia em um coração banguense - 2

Vermelho e Branco I


O Criador ao dar as primeiras pinceladas
Para a formatação do universo,
Utilizou o vermelho e o branco
Da Sua paleta de aquarela.

Depois, o universo já concluído,
Ele, generoso, derramou na imensidão
Todas as demais cores,

Perceptíveis ou não pelos nossos olhos.

A poesia em um coração banguense - 1

Vermelho e Branco II


Quando tão somente
Um frágil fio de vida
Ainda me restar,
Quando, inexorável,
O vendaval dos tempos
Tiver varrido todas as lembranças,
A recordação de um certo símbolo,
Vermelho e branco,
Lá em um cantinho bem recôndito,
Desenhará em minha face
Um luminoso sorriso de prazer.
E assim será; até o fim!